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EMASA divulga Relatório de Transparência Salarial com índice de equidade contratual acima da média do setor

A Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Itabuna (EMASA) publicou nesta quarta-feira, 30 de setembro, o Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios relativo ao segundo semestre de 2026, em cumprimento à Lei Federal nº 14.611/2023. O documento foi elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego com base nos dados do eSocial e do Portal Emprega Brasil, utilizando a metodologia oficial da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

Equidade contratual acima da paridade

O principal indicador de política remuneratória da empresa — o salário contratual mediano, que reflete a decisão direta da gestão no momento da contratação — aponta que as mulheres da EMASA recebem, em mediana, 113,6% do valor contratado para os homens. O número supera a paridade e coloca a empresa em posição favorável em relação ao setor de saneamento, historicamente marcado por desequilíbrios de contratação.

“O salário contratual é o espelho mais fiel da política de equidade de uma empresa, porque é a decisão que cabe inteiramente à gestão. Ter mulheres com salário contratual mediano superior ao dos homens é o resultado de um processo de contratação que não aceita discriminação de gênero como critério remuneratório”, afirma a Chefe de Recursos Humanos, Fabiana Soares.

Por grupo ocupacional, os dados reforçam essa tendência: trabalhadoras com nível superior registram remuneração média mensal equivalente a 101% da masculina — essencialmente na paridade. Entre as técnicas de nível médio, o salário contratual mediano feminino atinge 109,1% do masculino.

Remuneração variável e o perfil operacional do saneamento

Ao considerar a remuneração média mensal total — que agrega ao salário contratual os adicionais de insalubridade, periculosidade, horas extras e sobreaviso —, o índice situa-se em 91%. A diferença em relação ao dado contratual reflete uma característica estrutural do setor de saneamento básico: as funções operacionais de campo — manutenção de redes, operação de estações de tratamento e trabalho em período noturno e de emergência — geram volume expressivo de remuneração variável e são ocupadas predominantemente por homens, padrão comum a empresas do setor em todo o país.

“A análise isolada da remuneração média total, sem considerar a composição das funções e os adicionais legais vinculados a elas, não reflete a política remuneratória da empresa. O dado contratual é o termômetro correto da equidade de gênero na EMASA”, complementa o Diretor de Gestão Corporativa, Moisés Figueiredo.

Representatividade e próximos passos

A composição atual do quadro funcional da EMASA — 83,7% de homens e 16,3% de mulheres — é compatível com o perfil do setor de infraestrutura hídrica no Brasil, embora a empresa reconheça a necessidade de ampliar a participação feminina, especialmente nos cargos técnicos e de liderança.

Em relação à composição racial, 87,8% do quadro é composto por trabalhadores negros (74,1% homens e 13,7% mulheres), proporção que reflete a identidade da população itabunense e evidencia uma empresa genuinamente representativa do território que serve.

Para o Presidente da EMASA, Tauan Sampaio, o relatório cumpre papel duplo: conformidade legal e instrumento de gestão.

“Publicamos este relatório porque a transparência é um valor, não apenas uma obrigação. Os dados mostram que nossa política de contratação já pratica equidade — e nos mostram onde ainda precisamos avançar em representatividade. A EMASA vai continuar desenvolvendo ações concretas para ampliar a participação das mulheres em todas as posições da empresa, com o suporte do nosso Setor Psicossocial e da Diretoria de RH”, afirma o presidente.